quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

RADIOAMADORES DE BOA VISTA


Comemorando 37 anos de atuação


Dez radioamadores operam diariamente os equipamentos transceptores.
Eles acreditam que o rádio não pode ser substituído por outras tecnologias.

Do G1 RR
Abílio e Paulo, ou P8AZ e PV8PX são alguns dos radioamadores de Roraima (Foto: Emily Costa/G1)Abílio e Paulo, ou PV8AZ e PV8DX, são alguns dos radioamadores de Roraima (Foto: Emily Costa/G1)
Contrariando as dúvidas quanto ao futuro do rádio depois da criação da internet, dez radioamadores de Boa Vista operam, todos os dias e há 37 anos, os chamados equipamentos transceptores (dispositivos que combinam um transmissor e um receptor). Eles usam o rádio para entrar em contato com conhecidos e desconhecidos espalhados por todo o mundo.
Conversar sobre um problema técnico ou a respeito de uma nova descoberta com um vizinho, um morador da Noruega ou mesmo com um astronauta em órbita é tarefa comum para o radioamador Abílio Monção, o PV8 AZ. Ele, que há mais de 30 anos opera equipamentos de rádio, explica que o serviço de radioamador é insubstituível.
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Antenas na sede da Labre de Roraima facilitam o contato com radioamadores de todo o mundo (Foto: Emily Costa/G1)Antenas na sede da Labre de Roraima viabilizam o
contato com radioamadores de todo o mundo
(Foto: Emily Costa/G1)
"Quando apareceu a internet, muitos acharam que os equipamentos de rádio sucumbiriam. Mas, aconteceu justamente o contrário. Hoje em dia, a internet e todas as recentes tecnologias auxiliam os nossos trabalhos, pesquisas e descobertas", explicou Abílio.
Na maioria das vezes, o contato com diversos radioamadores do Brasil e do mundo ocorre à noite. Isso porque, durante o dia, os amantes dos equipamentos transceptores desenvolvem outras atividades.
Paulo Leite, o PV8DX, que participa de vários concursos nacionais e internacionais de radioamadorismo, é um desses. Durante o dia, exerce a função de orientador de tecnologia em um colégio público da capital. À noite, se dedica às ondas de rádio. Recentemente, ele mediou a conversa entre alunos de uma escola da capital e o astronauta Michael Hopkins.
"Me tornei radioamador em 1980 por causa de um amigo. Passava muito tempo mexendo em todos aqueles utensílios. Acabei gostando muito do ofício e hoje ensino estudantes a operar esses mesmos equipamentos", contou.
Radioamadores colecionam equipamentos transreceptores (Foto: Emily Costa/G1)Radioamadores colecionam equipamentos
transceptores (Foto: Emily Costa/G1)
Os radioamadores explicam que, apesar do nome 'amador' para definir o 'hobbie científico', o trabalho é sério e regulamentado na Anatel.

"Para serem legalizados, os radioamadores devem prestar exames e, de acordo com as provas e tempo de experiência, são classificados entre as categorias A, B e C", explicou Abílio.
Enquanto mostravam como o rádio transceptor funciona, Abílio e Paulo fizeram contato com Vincenton, um radioamador belga. Eles disseram que esses contatos são comuns.

"Falar com radioamadores de Roraima é muito fácil. Apesar de só dez serem filiados à Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (Labre), nós, nessas mais de três décadas, estamos sempre disponíveis", completaram.

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